sábado, 31 de dezembro de 2011

Nós já fomos a Andrade Gutierrez.

A globalização, a exigência do mercado em nos fazer turbinar o dia com trabalho, preocupações, estresse, nos afastam irremediavelmente do bem-estar e da essência de estarmos vivos, e, sobretudo, viver. Não é pleonasmo. Estar vivo não significa viver. Alguns apenas sobrevivem. O que eu quero dizer é que, o capitalismo destrói sonhos. É como se o dinheiro comprasse o teu prazer. No momento que o vende, o perde.
Há 40 anos a renda per capita era menor, o poder econômico era infinitamente mais moderado. Então, como explicar que o meu avô, marceneiro, pobre e dependente dos seus braços pro sustento diário da família, contribuiu com a construção de um estádio gigante?
Há quarenta anos não houve polêmica acerca de contratos milionários, tampouco financiamento público, procura minuciosa de parceiros endinheirados, executivos engravatados... nada.
Foi nos dado uma área no meio d’água, e ali se ergueu um gigante, com a força, os tijolos e os cimentos do seu povo.
Por isso é tão fácil aos outros trocarem de estádio. Aliás, na inauguração do estádio do rival, tomaram meia dúzia do Inter. Um estádio construído pela elite, como sempre foi. O nosso não. Tem um valor incomensurável. Não pelo que é, mas pela forma que se tornou. Um estádio que tem o suor do povo.
É por isso que meu avô estranha tanto, toda essa ladainha que envolve a reforma do Beira-Rio. Como os colorados de outrora fizeram de um rio, um estádio, e os de hoje, com mais conhecimento, mais quantidade, mais dinheiro, apenas consentem em ver uma construtora explorando os benefícios da nossa casa, estáticos, inertes, indiferentes?
Trocamos os tijolos dos marceneiros, como meu avô, pelos dólares dos mercenários, como essa construtora.
Hoje, nós, torcedores, não temos tempo, nem dinheiro, para manter o nosso Gigante. Trabalhamos muito e temos pouco tempo para investir na essência da vida. E acreditar nessa essência.
Posso dizer que meu avô era um mecenas assalariado que viu no Beira-Rio um investimento a longo prazo que o deu as maiores felicidades de sua vida. E ele não era um Andrade Gutierrez. Era um simples Pacheco da Rocha. Ele não se arrepende, e nem quer de volta os tijolos, só queria proporcionar ao seu grande amor, um lugar decente pra reinar.
E o pior de tudo? Esse jovem capitalista incoerente e paradoxal é a favor da parceria.

Postado por Fernando Rocha.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Esta na memória e no coração!



Postado por Júlia da Rocha.

Como o tempo passa, já fazem cinco anos que conquistamos pela primeira vez a América. Lembro-me dos dias que antecederam a final. Os amigos gremistas com a flauta pronta. Riam como se nunca fossemos ser maiores. Não éramos um time “copeiro”, não tínhamos alma de campeão. O São Paulo que na época era o atual campeão Mundial Fifa, massacraria o Inter, seria um fiasco o jogo do Morumbi, voltaríamos arrasados e não conseguiríamos reverter o resultado dentro do Beira-rio. Foi o que eles disseram...
E chegou o dia do jogo, o Morumbi lotado e lindo. Mágico como um time vencedor como o São Paulo merecia que fosse. Mas o Inter, o nosso colorado acabou com a festa, rasgou a camisa do São Paulo como disse Pedro Ernesto durante a narração do jogo, quando Rafael Sóbis fez o 2x1 e liquidou a primeira partida. E o medo tomou conta dos gremistas após o jogo.
Voltamos de São Paulo mais do que vivos. Qualquer Colorado, criança, adulto ou idoso sabia que era possível, que em fim o tão aguardado título da Libertadores estava a um empate de ser conquistado.
Foi uma semana tensa. Nenhum Colorado falou ou pensou em outra coisa que não fosse o grande final. As famílias começaram a preparar a festa para assistir a jogo, os bares da Capital e do Brasil se aprontaram para receber os Colorados, era tudo ou nada no grande jogo da final.
Eu e mais 50 mil colorados estávamos lá. No jogo mais emocionante que eu assisti até hoje. Lembro-me de cada rosto que vi durante do jogo, da tensão que todos ficamos a cada lance de ataque do São Paulo, de cada explosão da torcida na comemoração de um gol Colorado, do choro depois do apito final e da festa na entrega da taça.
Aquela noite de frio e garoa de 16 de agosto de 2006 jamais será esquecida, já esta escrita na história do Inter e no coração de cada torcedor Colorado.
E naquela noite alguns gremistas se esconderam debaixo do edredon e guardaram os foguetes já vencidos de volta no armário!

Parabéns a todos nós Colorados!!!!


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Será Ney Franco?


Fazem mais de quinze dias que o Falcão foi demitido e até agora nada de técnico. Não se anuncia treinador, o técnico interino não é efetivado e a inércia parece tomar conta do Beira-rio.
Estamos a sete dias do primeiro jogo da Recopa Sulamerica, no meio do primeiro turno do campeonato brasileiro, e até agora nada.
A única explicação que eu vejo, para essa demora em anunciar o novo treinador é que ele seja Ney Franco, e que a direção esteja esperando sua volta com a seleção Sub-20.
Não sei se essa é a escolha mais certa, já que ele chegará ao Beira-rio só no final do mês. Até conhecer o grupo, passar aos jogadores suas idéias e dar padrão de jogo a equipe, nós vamos perdendo tempo.
Mas é só uma suposição, enquanto isso nós esperamos!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cada macaco no seu galho

O futebol é como a vida. Você passa um período se achando derrotado, passa por crise, parece que nada que faz dá certo, as pessoas te julgam, apontam teus defeitos, mas basta sacudir a poeira, e lá está você, novinho em folha, vencendo novamente, dando orgulho a quem te ama.
Pois bem, lembrem há uma semana atrás? A crise instaurada no Beira-Rio? A saída de um ídolo, a crise administrativa, técnica, as cogitações infundadas de técnicos, os reforços pouco empolgantes... tudo mudou!
O Inter embarcou para a Alemanha com a crise na bagagem, as duvidas, oscilações, questionamentos, e trouxe de lá a certeza de dias melhores. Novos jogadores surgiram, e se impuseram diante dos campeões italiano e espanhol, como Lucas Roggia, Zé Mário e, sobretudo, João Paulo. Outros atletas solidificaram sua imagem, como o matador Leandro Damião e os goleiros Muriel, muito bem contra o Barça, e Renan, herói contra o Milan. Uma outra lição da viagem é o pão-pão queijo-queijo aplicado pelo interino Osmar Loss, que abriu mão de engenhocas e tratou de colocar em campo, as peças nos seus devidos lugares. Aliás, vale aqui um parêntese. Se é pra pagar quase um milhão pra um técnico de capacidade questionável, aposta no Osmar Loss.
Então o Rio Grande do Sul viveu uma semana agitada e de empates com seus clubes e suas realidades. O Inter empatou com o Barcelona, de Villa, Abidal, Valdez e Iniesta; logo depois, empatou, também, com o Milan de Pato, Robinho, Ibrahimovic e Seedorf.
Enquanto nosso arqui-rival empatou (em casa), com o América-MG de Neneca, Sheslon, Caleb e Micão. Como diz o ditado, e que vem a calhar com o colorado: ‘cada macaco no seu galho’.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mas que belo planejamento!



Por Júlia da Rocha.

Essa total falta de planejamento do Inter me deixa perplexa. Demitem o treinador nas vésperas de uma competição Internacional onde vamos divulgar a imagem do Clube para o Mundo. E não sabem quem contratar, já que demitiram o Falcão deixando todos surpresos então que ao menos já se tivessem o nome do novo comandante!
Pode ser que a idéia da direção fosse mesmo trazer o técnico Cuca. Mas com a manifestação contrária da torcida que tomou conta das redes sociais e levou o #ForaLuigi para os TT´s do twitter, deve ter feito a direção mudar de ideia. Ou esteja apenas esperando a poeira baixar.
Temos sete meses de trabalho no beira-rio, não temos um time, não temos um técnico e parece que só agora apareceram os reforços, será que todas as carências do clube não haviam sido percebidas antes pela direção? Podemos ter perdido o ano.
Se o Sr. Luigi não queria Paulo Roberto Falcão como técnico por que o contratou?
Parece que só usou a imagem do ídolo para amenizar os ânimos da torcida contra a direção, quando estava em um momento de instabilidade pela manutenção de Roth e insatisfação da torcedores com os resultados. Trouxe o ídolo e conseguiu acalmar os ânimos, mas agora com a demissão precoce de Falcão pode ter dado um tiro no pé. O técnico que for contrato terá dias difíceis, vai assumir o time as vésperas da Copa Audi, e só terá 10 dias após a volta da Europa para o primeiro jogo da REcopa!?
Me surpreende todo este maravilhoso planejamento!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em três meses Falcão cai.


Por Júlia da Rocha.

Há três meses o Rei de Roma chegava ao Beira-rio para assumir o comando técnico, queria ser o treinador a bater Record de títulos e permanência no cargo. Hoje com exatos três meses e dois dias ele é demitido sem conseguir dar sequência ao trabalho, mas com um título gaúcho na bagagem.
Assumiu em uma entrevista histórica, mostrando estar feliz pela nova oportunidade de ser comandante do seu clube de coração. Falou em mudar o futebol, em mostrar um futebol mais alegre.
Assumiu em meio a competições, foi eliminado da Libertadores e após perder o primeiro grenal das finais em casa, conseguiu com o grupo uma virada histórica na casa do rival e a taça de Campeão Gaúcho.
Em meio a lesões e convocações perdeu muitos jogadores, não conseguiu dar sequencia ao time e não teve seus prometidos reforços. Os últimos resultados de derrota balançaram ainda mais o cargo que sempre esteve pela bola 8.
Hoje 18 de julho de 2011, depois de ser demitido, Falcão fez a entrevista coletiva mais bombástica dos últimos tempos, mostrou toda a sua tristeza e decepção pela demissão não esperada, o seu pouco e ruim relacionamento com Luigi e declarou o que já parecia visível, a direção estava dividida, o Presidente e o Vice de futebol que também demitido não falavam a mesma língua.
Se a contratação do Falcão foi um erro, sua demissão foi muito pior do que isso. Deram a ele três meses, sem os reforços prometidos e com um time bom, mas um grupo fraco.
A direção deu um tiro no pé e terá que se virar em três para conseguir segurar a torcida que esta indignada com tantos erros em apenas sete meses de gestão.

domingo, 17 de julho de 2011

Acorda direção.


Por Júlia da Rocha.


Vamos parar com esse discurso de ex-gestão. Não queiram colocar nas costas dos outros os insucessos recentes do Inter. Esta na cara para quem quiser ver que os resultados de campo são erros da atual direção.
Não agüento mais falar do pós-mundial. Todos vêem os erros se repetindo dia a dia, e vêm de longe, as reposições e dispensas deveriam ter sido feitas lá em dezembro. A faxina da direção ao vestiário poderia ter nos deixado em condições de brigar pelo título do brasileiro desde ano.
Digam-me quem contratou o quarto estrangeiro pensando e visando apenas a Libertadores da América? Este que veio com poupas de goleador, lotou aeroporto e nem conseguiu dizer a que veio. Cavenhagi é apenas um.
E as contratações pontuais? Um atacante, zagueiro, lateral direito e reserva de lateral esquerdo? O grupo precisa de peças a altura. Todos sabiam que Juan e Oscar seriam convocados para o Sub-20. Imaginem se tivéssemos perdido D´alessandro, Bollati e Damião para a seleção? Que time entraria em campo nesses jogos sem eles?
Acho que Falcão estava começando a colocar o time no prumo, mas e agora? Com os jogadores que temos pra repor os atletas que estão fora podemos beirar a zona do rebaixamento até que eles voltem.
Então a culpa desses problemas é de quem?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Encaixou


O Inter, enfim, parece ter encaixado. A síndrome de professor Pardal que toma conta dos técnicos do futebol brasileiro, está ficando cada vez mais longe do Beira-Rio. Falcão tem adotado a postura: ‘o óbvio ganha!’ Dessa forma escala um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Simples assim. Mas eficaz. Mais óbvio ainda é reconhecer em Oscar um garoto com potencial de gênio e futebol de craque. O Wilson Mathias tem mais envergadura, o Índio tem mais força, o Ney tem mais experiência, mas o Oscar, magrinho, novinho, inho, inho, inho... esse Oscar, faz a diferença!
Ah! Vale aqui registrar elogios a um colorado muito pouco comentado, que veio cheio de contestações, não iniciou bem, e agora se firma como um excelente reforço para o setor ofensivo: Zé Roberto.
E para as bandas da Azenha... hummm... sinto um cheirinho de 2003/2004 no ar... Julinho Camargo me parece um Plein, ou mesmo um Nestor Simionato. Vasco e Fluminense já tiveram Renato no comando, em campeonatos que terminaram no fundo do poço, leia-se: Segundona, não custa o Grêmio manter a escrita. Serve um palpite? O Grêmio acaba o ano com Cláudio Duarte no comando...
Sobre o colorado, não podemos esquecer de reforçar. Seria conveniente dois laterais (o direito para ser titular), um zagueiro rápido, um volante e mais um atacante. Pra ser campeão é isso aí! E este ano ta ‘facinho’, ‘facinho’...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Colorada e Feliz!!



Ao ver o final do jogo de ontem contra o Atlético-MG eu percebi como eu sou uma torcedora realizada. Hoje eu não preciso ver a minha torcida mostrando dinheiro aos jogadores, nem queimando camisas, nem mesmo fazendo protestos intermináveis no lendário Portão 8.
Aqueles anos sofríveis ficaram na história. Mas os flashes que passaram na minha mente me fizerem perceber a que nível o Sport Club Internacional chegou. Hoje nós ficamos descontentes com duas ou três derrotas e uma eliminação na Libertadores é passível de perdão. Só que isso só acontece por que nós disputados e ganhamos na última década as maiores competições Mundiais. Mesmo a queda do Mundial que foi tão dolorosa passou. E eu confesso que prefiro chegar e cair no mundial, do que ficar anos na inércia como no passado.
Seremos a sede da maior competição do Mundo, teremos um estádio remodelado à altura de um campeão. Somos o clube com maior número de sócios contribuintes do Brasil e não paramos de crescer.
Hoje somos um dos clubes mais lembramos do Brasil e convidados a participar de competições que só os grandes da Europa participam. Um novo Inter? Não. Fazemos parte de um grande clube erguido pela sua torcida que lutou sempre e nunca deixou de acreditar.
O que me deixa mais feliz é que amanhã eu vou acordar e não vai ser sonho, é a realidade. E eu rezo aos deuses do futebol que eu nunca mais veja uma camisa sendo queimada em protesto nas arquibancadas do Beira-rio.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Que medo do Inter da Aplub e do Mazinho Loyola

Por Fernando Rocha

Nação colorada, não sou aquele tipo de torcedor que uma vitória provoca ufanismo, uma derrota terra arrasada. Mas, analisando nosso quadro atual, as prerrogativas da nova direção, suas ações, o desequilíbrio entre o temperamento resignado do Presidente Luigi aliados ao destempero corrosivo do vice Siegmann, provocam ondas de tsunami que inundam, desde as obras do novo Beira-Rio, ao vestiário do grupo profissional.
Deus me livre de pensar uma barbárie dessas, mas nossas convicções equivocadas, nossas contratações que não chegam, contradições que se expõe na mídia, e as medidas administrativas que assolam os corredores do Beira-Rio, munidos das entrevistas ta-tudo-bem-obrigado do Presidente, com as vou-passar-o-rodo do vice, trazem à tona o tempo de vacas magras da década de 90, da Aplub, do Mazinho Loyola, do Anderson Barbosa, dos títulos de Gauchão conquistados após uma força hercúlea pra derrotar o banguzinho da Azenha...
O time está velho. Culpa do Carvalho que o montou? Em partes, sim. Mas o time envelhece, amigo, e aí, renovar é tarefa de quem tem a caneta e não de quem a deixou. Devo confessar que, todas as vezes que Fernando Carvalho se afasta, a insegurança paira no Beira-Rio, e eu até sinto do nosso eterno Presidente um sentimento “quero ver você fazer o que já fiz...”, mas o momento é de união, ou teremos a segunda geração do Império Otomano comandando um time medíocre.
Queira os deuses do futebol que eu esteja absolutamente equivocado, mas que eu to tremendo na base com as projeções do colorado... ah... isso eu tô...

domingo, 12 de junho de 2011

E os erros continuam.


Por Júlia da Rocha.

A direção se equivocou ao manter Celso Roth após a queda no Mundial para o Mazembe, acho que quando se ganha um título de grande importância já deve haver mudanças, imagina quando se perde e da forma como foi.
Após a queda de Roth em meio à competição mais importante do ano, meu treinador dos sonhos era Dorival Junior, pelo bom trabalho que fez no Santos. Mas a direção resolveu apostar na imagem do ídolo e tentar agrupar novamente torcida, jogadores e treinador.
Deviam ter apostado menos. Agora estão prestes a queimar uma boa cartada para um início de temporada e Falcão poderá cair do cargo antes mesmo de seis meses de trabalho. Mesmo com seu discurso que entusiasmou muitos torcedores e com idéias de futebol arte, Falcão não vem conseguindo fazer um bom trabalho e o time continua viciado em tocar a bola e não ser objetivo, sem contar no mau desempenho defensivamente.
Ahhh mas se o técnico fosse o único problema!
Eu diria agora que a direção deveria demiti-lo, só que a coisa vai mais além, estamos com um grupo de jogares apáticos, sem criatividade, com um sistema defensivo ineficiente, que o problema começa nos volantes e termina no goleiro. E ai o que faz a direção? Renova com Bolívar, Índio, Guinazú e não suficiente vão tentar a renovação com o goleiro Renan, jogares com data de validade vencida, com um ciclo fechado dentro do Inter.
Atenção direção Colorada: contratem laterais para chegar, vestir a camisa e sair jogando, consigam segurar um volante para cobrir os zagueiros, dêem chance para Juan e Moledo; e contratem um goleiro, por que um time começa por ele.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Faz o óbvio, Falcão!

Por Fernando Rocha

Não há no futebol, imposição que seja duradoura, que não venha de um esplendor ou primor técnico. Não há bruxinho que vingue por anos, tampouco jogador de empresário, quiçá essas improvisações malucas de ‘professor pardal’. Um jogador só se firma, se impõe, a partir de uma referência técnica. Assim é Oscar. Reserva por concepção, titular por afirmação.
Não há Falcão que diga o contrário. Oscar é jovem demais? Sim! É franzino? Sim! Inexperiente? Sim! Mas, o principal... é craque? Sim... ou, no mínimo, será...
É tão mais fácil um treinador fazer o óbvio. Ainda acredito que em poucos anos será inventada uma fórmula em Excel ou um programa mais avançado, em que se coloca posição e qualidade dos jogadores e o programa – que nada mais faz, senão a lógica – te dá a escalação mais racional, livre de qualquer invenção tática, engenhoca técnica... nada! Um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Machuca um lateral, o programa recoloca no time um lateral. Se precisa vencer, o programa substitui um defensor por um atacante, considerando as características destes e do adversário...
É loucura? Evidente que sim! Mas é uma metáfora que exemplifica o óbvio de um time de futebol. Basta seguir a lógica, e pronto! Seu time vai dar certo.
Isso, no Inter, implica com a escalação impositiva de Oscar. Aliás, se Oscar não está preparado, quem está? Nei? Wilson Mathias? Ah, Falcão... não inventa moda, como diria meu avô...